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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O "alto preço" de uma contratação errada

 
Não investir na contratação do funcionário certo pode trazer dor de cabeça e prejuízo financeiro. Veja o quanto custa o erro.

Contratar um executivo com o perfil inadequado, além de muita dor de cabeça, pode ainda custar a uma empresa o equivalente a três vezes o salário desta pessoa, anualmente. É o que aponta um estudo da Wyser, divisão especializada em recolocação de executivos de nível médio da consultoria Gi Group.

O levamento foi baseado em diversos pontos que envolvem a contratação de um profissional escolhido para comandar outros funcionários. O primeiro deles, segundo Rui Rocheta, presidente do Gi Group, é que a pressão durante a contratação de cargos gerenciais é maior do que durante a seleção para de funções mais operacionais.

"São posições em que a companhia não consegue ficar sem ninguém para ocupá-las, nem mesmo enquanto o processo está em curso. Isso leva, às vezes, a negligenciar a seleção para que ela aconteça de forma mais rápida".

Além disso, em cargos de direção, as pessoas são mantidas por um tempo maior, de acordo com Rocheta. "Só para entender como funciona o sitema da empresa, levaria-se mais de 90 dias, o que é mais que o período de avaliação permitido por lei. E ainda tem o problema de que muita gente não demite durante este tempo para não admitir que errou na hora de contratar".

Custos diretos

Todas essas questões implicam em custos diretos como o da seleção e contratação de um novo funcionário para substituir o anterior -- seja através de consultorias especializada ou feito internamente --, o tempo de trabalho da equipe de recursos humanos da empresa dedicado a esse trabalho, e, principalmente, o custo com a multa de FGTS e indenizações pagas a quem deixa a corporação. "No Brasil, isso acaba pesando mais do que nos outros países, comparando com a Europa e os Estados Unidos, porque aqui há leis trabalhistas bastante protecionistas", explica Rocheta.

O tempo médio que um profissional inadequado permanece em sua função é de um ano, segundo o estudo do Gi Group. O salário pago a ele durante esse tempo também é considerado um gasto desnecessário. O período é longo, segundo Rocheta porque leva-se muito tempo para identificar o erro e admitir que ele aconteceu. 

E os gastos não param nem depois da contratação de um novo executivo: ele precisará ser treinado para a função que irá desempenhar.