Não investir na contratação do funcionário certo pode trazer dor de cabeça e prejuízo financeiro. Veja o quanto custa o erro.
Contratar um executivo com o perfil inadequado, além de muita dor de cabeça, pode ainda custar a uma empresa o equivalente a três vezes o salário desta pessoa, anualmente. É o que aponta um estudo da Wyser, divisão especializada em recolocação de executivos de nível médio da consultoria Gi Group.
O levamento foi baseado em diversos pontos que envolvem a contratação
de um profissional escolhido para comandar outros funcionários. O
primeiro deles, segundo Rui Rocheta, presidente do Gi Group, é que a
pressão durante a contratação de cargos gerenciais é maior do que
durante a seleção para de funções mais operacionais.
"São posições em que a companhia não consegue ficar sem ninguém para
ocupá-las, nem mesmo enquanto o processo está em curso. Isso leva, às
vezes, a negligenciar a seleção para que ela aconteça de forma mais
rápida".
Além disso, em cargos de direção, as pessoas são mantidas por um tempo
maior, de acordo com Rocheta. "Só para entender como funciona o sitema
da empresa, levaria-se mais de 90 dias, o que é mais que o período de
avaliação permitido por lei. E ainda tem o problema de que muita gente
não demite durante este tempo para não admitir que errou na hora de
contratar".
Custos diretos
Todas essas questões implicam em custos diretos como o da seleção e
contratação de um novo funcionário para substituir o anterior -- seja
através de consultorias especializada ou feito internamente --, o tempo
de trabalho da equipe de recursos humanos
da empresa dedicado a esse trabalho, e, principalmente, o custo com a
multa de FGTS e indenizações pagas a quem deixa a corporação. "No
Brasil, isso acaba pesando mais do que nos outros países, comparando com
a Europa e os Estados Unidos, porque aqui há leis trabalhistas bastante
protecionistas", explica Rocheta.
O tempo médio que um profissional inadequado permanece em sua função é
de um ano, segundo o estudo do Gi Group. O salário pago a ele durante
esse tempo também é considerado um gasto desnecessário. O período é
longo, segundo Rocheta porque leva-se muito tempo para identificar o
erro e admitir que ele aconteceu.
E os gastos não param nem depois da contratação de um novo executivo: ele precisará ser treinado para a função que irá desempenhar.
E os gastos não param nem depois da contratação de um novo executivo: ele precisará ser treinado para a função que irá desempenhar.
Custos indiretos
Como minimizar
Para evitar esses problemas, Rocheta indica duas principais medidas a serem tomadas:
1 Planejar o projeto seletivo
Muitas vezes, a seleção é feita levando-se em conta somente o perfil
profissional do candidato: sua formação técnica e experiência na área.
"Ele ter trabalhado na mesma função em outra companhia não quer dizer
nada. Pode ter sido um erro dela também", diz Rocheta. A solução,
segundo ele, é investir em testes comportamentais e psicológicos, para
atestar se a pessoa conseguirá se adaptar à cultura da empresa e tem
capacidade de liderança, por exemplo.
2 Garantir a capacidade de desenvolvimento do novo funcionário
De acordo com Rocheta, se identificado o perfil do candidato, com suas
deficências e habilidades, é possível contratá-lo ainda que ele não seja
perfeito para a função. Mas é preciso cuidar para que ele receba
treinamentos específicos para as áres que precisa desenvolver. "Investir
na pessoa que está entrando sai muito mais barato do que contratar uma
nova. Mas isso tem que ser feito no começo. Não se pode esperar que ela
falhe para depois tentar consertar". http://exame.abril.com.br/gestao/noticias/quanto-custa-fazer-uma-contratacao-errada?page=1
