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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

GARANTA JÁ A SUA INSCRIÇÃO NOS GRUPOS DE ESTUDOS DA ABRH BAHIA


PRODUTOS E SERVIÇOS >> GRUPOS DE ESTUDOS

Os Grupos de Estudos da ABRH Bahia vem desenvolvendo debates sobre temas específicos na Capital. São reuniões ao longo do ano e que devem ter no máximo 20 participantes.

Para participar é simples:
1. Deve ser associado ABRH Bahia e estar quite com a anuidade. Ainda não é associado? Clique aqui para associar-se e conferir as principais contribuições da ABRH Bahia ao seu associado;
2. Fazer uma inscrição prévia que será confirmada por e-mail;
3. Estar ciente de que deverá cumprir com pelo menos 75% de participação para receber o certificado;
4. Possibilitar análise crítica e produção criativa sobre áreas e temas vinculados à gestão de pessoas;
5. Estimular o debate sobre o que há de mais avançado na área de recursos humanos;
6. Favorecer a troca de experiências entre profissionais de recursos humanos de diferentes setores;
7. Proporcionar mais um canal de comunicação entre a ABRH Bahia e seus associados;
8. Ter conhecimento do Código de Conduta

1. Gestão Estratégica em RH - Clique aqui para fazer o download do projeto
Coordenadora: Maria Sampaio
2. Vivências de Autoconhecimento para Desenvolvimento de Grupos - Clique aqui para fazer o download do projeto.
Coordenadora: Katia Lanuza
3. Liderança com Coaching e PNL - Clique aqui para fazer o download do projeto.
Coordenador: Miguel Mar
4. Criatividade e Inovação no Desenvolvimento de Pessoas - Clique aqui para fazer o download do projeto.
Coordenadora: Sirlene Barreto

CALENDÁRIO DE ENCONTROS 2014

CERTIFICADO:

Maiores informações, entre em contato com Célia Urpia, Coordenadora Geral dos Grupos de Estudos. 
71 9983-8785
http://abrhba.org.br/paginas/grupos-de-estudos/produtos-e-servicos

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Abertas inscrições de concursos com 2.155 vagas em hospitais da Ufba

 
Os salários variam de R$ 1.841 a R$ 7.774

á estão abertas as inscrições dos concursos para a Maternidade Climério de Oliveira da Universidade Federal da Bahia (MCO/Ufba) e o Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes/Ufba). Somados, os concursos oferecem 2.155 vagas, mais formação de cadastro de reserva, em cargos de nível médio e superior. Os salários variam de R$ 1.841 a R$ 7.774.

Para a maternidade, são 591 vagas, sendo 158 de nível superior na Área Médica, distribuídas em 28 especialidades; 367 de nível superior e médio na Área Assistencial; e 66 vagas de nível superior e médio na Área Administrativa. Os cargos são os seguintes: Assistente Social, Biomédico, Cirurgião Dentista, Enfermeiro, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico, Nutricionista, Profissional de Educação Física, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional, Técnico em Enfermagem, Técnico de Farmácia, Técnico em Histologia, Técnico em Laboratório de Patologia Clínica, e Técnico em Radiologia.

Há oportunidades ainda para Advogado, Analista Administrativo – Administração, Analista Administrativo – Arquitetura, Analista Administrativo – Contabilidade, Analista Administrativo – Estatística, Analista Administrativo – Jornalismo, Analista de Tecnologia da Informação – Processos, Analista de Tecnologia da Informação – Sistemas Operacionais, Analista de Tecnologia da Informação – Suporte e Redes, Engenheiro Civil, Engenheiro Clínico, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Engenheiro Eletricista, Assistente Administrativo, Técnico em Contabilidade, Técnico em Informática e Técnico em Segurança do Trabalho.

Para o hospital universitário, são 1564 vagas, sendo 384 de nível superior na Área Médica, distribuídas em 74 especialidades; 1037 vagas de nível superior e médio na Área Assistencial; e 143 de nível superior e médio na Área Administrativa. As vagas são para Advogado, Analista Administrativo – Administração, Analista Administrativo – Biblioteconomia, Analista Administrativo – Contabilidade, Analista Administrativo – Estatística, Analista Administrativo – Jornalismo, Analista Administrativo – Relações Públicas, Analista de Tecnologia da Informação – Processos,  Analista de Tecnologia da Informação – Sistemas Operacionais, Analista de Tecnologia da Informação – Suporte e Redes, Analista de Tecnologia da Informação – Telecomunicações, Engenheiro Civil, Engenheiro Clínico, Engenheiro de Segurança do Trabalho, Engenheiro Eletricista, Engenheiro Mecânico, Assistente Administrativo, Técnico em Informática e Técnico em Segurança do Trabalho.

Outros cargos para o hospital universitário são: Assistente Social, Biomédico, Cirurgião Dentista, Enfermeiro, Farmacêutico, Físico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico, Nutricionista, Pedagogo, Profissional de Educação Física, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional, Técnico em Anatomia e Necropsia, Técnico em Enfermagem, Técnico de Farmácia, Técnico em Laboratório de Patologia Clínica, Técnico em Óptica, Técnico em Radiologia e Técnico em Saúde Bucal.

As inscrições vão até 6 de abril e devem ser feitas pelo site do Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades). A taxa é de R$ 35 para nível médio e de R$ 55 para nível superior. As provas para a maternidade serão no dia 4 de maio. Já as provas para o hospital universitário estão marcadas para 11 de maio. As provas – com duração de quatro horas- serão realizadas em Salvador. Os locais, datas e horários de realização das provas serão disponibilizados no site do Iades, na data provável de 25 de abril.

As contratações resultam de parceria firmada entre a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a Ufba, assinada pela Reitora Dora leal Rosa em dezembro. Os profissionais admitidos serão contratados pela Ebserh sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e farão jus ao Plano de Cargos, Carreiras e Salários e ao Plano de Benefícios da empresa.
Matéria original:Correio 24h  

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Cnen divulga edital de concurso com salários até R$8 mil

Cnen divulga edital de concurso com salários até R$8 mil

Estão sendo oferecidas 86 oportunidades para profissionais de nível médio/técnico e superior


A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) divulgou nesta sexta-feira (21), o edital de seu concurso público com 86 vagas para os cargos de assistente em Ciência e Tecnologia, técnico em Ciência e Tecnologia, tecnologista  e analista em Ciência e Tecnologia. Os salários são de R$3.075,11, podendo chegar a R$4.837,11 para assistente e técnico. Para profissionais de nível superior os salários iniciais são de R$5.281,53 podendo chegar a R$6.103,53 para profissionais com especialização, R$6.882,53 para mestres e R$8.480,53 para doutores.

As inscrições poderão ser feitas a partir do dia 11 de março até o dia 25 de março, através do site do organizador. As taxas são de R$96 para os cargos de nível superior e de R$50 para os cargos de nível médio.  As provas serão aplicadas em 27 de abril, somente nas cidades do Rio e São Paulo.  A validade inicial do concurso será de seis meses, podendo ser prorrogada.

O estado com mais vagas será o Rio de Janeiro, com 64, sendo 13 para analista de Ciência e Tecnologia, dez para assistente em Ciência e Tecnologia, 36 para tecnologista e cinco para técnico. Os outros estados com oportunidades são Bahia Minas Gerais, São Paulo, Pernambuco e Goiás.

http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/cnen-divulga-edital-de-concurso-com-salarios-ate-r8-mil/?cHash=1584ab477be0420edcc2de649809e01a

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

PROCESSO SELETIVO – PROGRAMA DE ESTÁGIO DE ESTUDANTE PETROBRAS / UO-BA / CICLO 2014

 
PROCESSO SELETIVO – PROGRAMA DE ESTÁGIO DE ESTUDANTE PETROBRAS / UO-BA / CICLO 2014

A Gerência de Recursos Humanos da UO-BA, em observância ao seu compromisso ético de manter a comunidade informada e, também, como forma de garantir a participação de todos os interessados, iniciará a partir de 13/02/2014, o processo de recrutamento e seleção de alunos da rede pública e privada, para o acesso ao PROGRAMA DE ESTÁGIO DE ESTUDANTE DA UO-BA.

Para ampliar a lisura e a impessoalidade do processo, implementamos parceria com o IEL - Instituto Euvaldo Lodi. Do total de vagas disponíveis, 45% serão destinadas a alunos de baixa renda. Esta categorização obedecerá, com pequenos ajustes, a fórmula aplicada pelo Ministério da Educação no programa FIES - Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior, disponível em seu site.
O Instituto Euvaldo Lodi – IEL/BA está realizando o processo seletivo para o Programa de Estágio da Petrobrás UO/BA 2014.

Os alunos interessados em participar da seleção deverão efetuar o download do edital do processo seletivo e enviar sua inscrição para o endereço de e-mail discriminado no edital para concorrer às vagas ofertadas.

As inscrições estarão disponíveis no período de 17/02/2014 a 24/02/2014, somente pelo e-mail informado no edital.

Clique nos links abaixo para fazer o download do edital e do formulário de Inscrição:

Edital Estágio da Petrobrás 2014
Formulário de inscrição

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sua empresa está madura para processos inovadores de RH?

 
 Fernanda Bottoni, da

Antes de investir em projetos inovadores de gestão de pessoas, é preciso saber se sua empresa está preparada para recebê-los.

Quando chegou para assumir a área de recursos humanos do MercadoLivre, há sete anos, Helen Menezes tinha o desafio de estruturar todo o departamento. Na época, a empresa tinha apenas 70 funcionários — hoje são 600 — e os processos de pessoas eram todos terceirizados.

“Não tínhamos benefícios, não fazíamos atendimento e os funcionários estavam muito insatisfeitos”, diz ela. Aos poucos, Helen foi introduzindo uma série de mudanças e projetos. Entre eles, programas de recrutamento e seleção, pesquisa de clima e, claro, um pacote de benefícios. 

Na hora de aplicar a avaliação 360 graus, porém, percebeu que tinha avançado demais. “Quando vi o resultado, percebi que ainda não tínhamos maturidade para isso”, revela. “Simplesmente jogamos a ferramenta sem considerar se as pessoas estariam preparadas para usar.”

O que aconteceu com Helen em meados de 2007 acontece o tempo todo com vários profissionais de recursos humanos que, deslumbrados com práticas adotadas por companhias consideradas bench­mark em gestão de pessoas, buscam apressadamente transportar para sua empresa as mesmas ferramentas sem levar em conta o grau de maturidade corporativa que elas têm. 

Muitas acabam percebendo — como Helen — que deram um passo maior que a perna e precisam recomeçar do zero. “Não adianta implementar uma avaliação 360 graus em uma empresa que não tem cultura de avaliação”, diz Djair Picchiai, consultor e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp). “Tem de começar aos poucos, respeitando o tempo, indo do mais simples ao mais sofisticado ou não vai funcionar.” 

Identificar o grau de maturidade corporativa de sua empresa permite que o RH defina até que ponto avançar nas suas práticas e transformar boas intenções em projetos eficientes.

Segundo Henri Vadat, sócio-líder da área de capital humano da Deloitte, o reconhecimento do estágio de maturidade da empresa ajuda a área de recursos humanos a visualizar quais projetos fazem mais sentido no momento vivido pela organização, para promover seu crescimento sustentável. 

“O RH precisa estar alinhado e em sintonia com a cultura da empresa para dar respostas efetivas a necessidades reais de negócio”, afirma. Do contrário, vai desperdiçar tempo, energia e dinheiro. 

No caso do MercadoLivre, o principal gargalo encontrado nos resultados das avaliações de desempenho foi na análise feita por pares e subordinados, que não estavam acostumados a avaliar ninguém. “A metodologia era muito boa, mas não deu nada certo porque ficou muito na percepção do eu gosto ou não gosto de você”, diz Helen.

Um passo atrás

Para resolver o impasse, Helen precisou parar a avaliação e desenvolver um treinamento interno. “Dividimos as pessoas em grupo, mostramos o que era uma avaliação 360 graus e por que ela estava sendo aplicada, treinamos todos com a ferramenta e explicamos o que significava cada pergunta”, diz ela. 

O processo durou uma semana, mas o aprendizado ela levou por todos os anos seguintes. “Repetimos as apresentações anualmente antes de aplicar a avaliação. Dessa forma, os novatos aprendem e os veteranos reciclam o aprendizado”, diz. “Essa estratégia não reduz o risco a zero, mas diminui as chances de dar errado.”

A fabricante mundial de laminados de alumínio Novelis também precisou dar um passo atrás depois de avançar o sinal da gestão de pessoas. Em março do ano passado, Cláudia Queiroz, gerente de recursos humanos, colocou em ação um programa aparentemente muito simples de recrutamento interno. 

Para sua surpresa, no entanto, o projeto não teve aderência imediata dos funcionários e o número de inscritos no processo ficava sempre aquém da expectativa. O motivo? “Muitos tinham receio de se inscrever simplesmente porque não conheciam as outras áreas da empresa”, explica Cláudia. “Ouvi muitas pessoas dizendo que tinham ficado interessadas, mas que estavam inseguras para se inscrever porque não sabiam o que fariam.” 

A falta de conexão entre os departamentos foi reforçada pela pesquisa de clima, que deixou ainda mais claro que as pessoas queriam entender como funcionavam as outras áreas. Antes de buscar melhoras nos índices de recrutamento interno, portanto, a área de RH criou outro programa, o Conexões, inaugurado oficialmente em março deste ano.

O projeto promove fóruns virtuais e presenciais nos quais as áreas explicam seus papéis e responsabilidades. As duas primeiras voluntárias foram a jurídica e a de atendimento ao cliente. “Nossa ideia é fazer um giro por todas as áreas durante o ano e recomeçar tudo no ano seguinte num processo contínuo”, diz Cláudia. 

O movimento já começou a trazer resultados. O programa de recrutamento interno, iniciativa da equipe de Claudia para a América do Sul, foi adotado globalmente pela empresa em julho deste ano. Além disso, embora ainda não haja números, a percepção de Cláudia é que o receio dos funcionários de mudar de área já tenha diminuído. 

“É importante avaliar o momento da empresa para oferecer soluções adequadas a seus objetivos”, diz ela. “Quando o RH insiste em implementar uma ferramenta só porque está na moda não consegue trazer resultado algum.”

Preparando a casa 

Identificar se sua empresa está madura o suficiente para adotar uma nova prática não é uma tarefa simples. Para Lygia Villar, diretora de RH da Brookfield Incorporações, essa identificação, por si só, não é suficiente. “Não dá simplesmente para diagnosticar se a organização está ou não madura para uma implementação e ir em frente ou descartar a ideia”, explica. “É preciso trabalhar para que ela amadureça, construindo junto, fazendo a lição de casa antes de investir em um grande projeto.” 
 Em 2011, a Brookfield Incorporações criou seu Comitê de Carreira e Desenvolvimento, espécie de debate em que os gestores, em grupo, analisam seus subordinados e podem, assim, definir as movimentações de carreira de cada um. 

Para que a companhia inaugurasse esse projeto, porém, foram necessárias várias etapas anteriores. “Eu não cheguei e implantei o comitê”, explica Lygia. “Tive de construir algumas coisas antes para preparar os gestores e depois implementar o projeto.” 

Primeiramente, nasceu a ideia da universidade corporativa, em 2009. Depois, surgiu o programa de gestão por competências. “Para que desse certo, também precisamos dar uns passos para trás, explicando o conceito de competências, avaliando os gestores, trabalhando a avaliação de desempenho para cada posição e criando as trilhas de carreira”, diz Lygia, que credita a eficiência do Comitê a esses dois anos de maturação. 

“Se todos esses passos não tivessem sido trabalhados, possivelmente chegaríamos à reunião com critérios totalmente pessoais de avaliação”, afirma. “Teríamos uma prática fashion, mas sem efetividade.”

Maturidade não é tamanho

Ter cuidado e paciência antes de implementar práticas de gestão não é responsabilidade apenas de empresas menos estruturadas ou pequenas. Afinal, maturidade corporativa não tem a ver com o tamanho da companhia nem com o tamanho da área de recursos humanos. 

Para Henri Vadat, da Deloitte, empresas maduras são aquelas que compreendem que, por trás dos resultados financeiros, que são apenas indicadores de chegada, há uma série de outros investimentos, como o relacionamento com clientes, a ampliação da capacidade de inovação, a melhoria de políticas e processos internos e o crescimento e o desenvolvimento da organização. “Nessas empresas, o capital humano é percebido como o principal fator para geração de valor presente e futuro”, diz ele. 

Veterana no Guia VOCÊ S/A — As Melhores Empresas para Você Trabalhar — e referência para muitas companhias em práticas inovadoras de gestão de pessoas, a americana Whirlpool é um ótimo exemplo. Apesar de já contar com muitas ferramentas sofisticadas em seu portfólio de RH, a fabricante de eletrodomésticos não se precipita na introdução de novos projetos e programas. 

As primeiras sementes do que seria sua Universidade Corporativa, inaugurada neste ano, foram lançadas em 2005. “Fomos acompanhando feedbacks e pesquisas internas para saber como poderíamos preparar as pessoas para o primeiro cargo de gestão”, diz Fernanda Leal, gerente de desenvolvimento organizacional. 

Entre 2009 e 2010, a companhia criou a Escola de Líderes, com foco no desenvolvimento de gestores. “Na época, o RH até cogitou criar uma universidade corporativa, mas avaliou que ainda não tinha o grau de maturidade adequado.”

Há um ano e meio a ideia começou a tomar forma, quando a empresa alocou um trainee para cuidar de todo o projeto. “Como RH, nós nos cercamos de diversas ferramentas para ouvir a opinião dos colaboradores sobre o que fazemos”, explica Fernanda. “Por meio de diversas fontes e coletas de dados percebemos que o assunto tinha credibilidade aqui dentro e que, naquele momento, estávamos num patamar maduro para dar andamento ao projeto.” 

Foi assim, quase dez anos após os primeiros rabiscos, que nasceu a Universidade Whirlpool. Uma forma de garantir que o investimento aplicado no projeto será revertido para o negócio — e não mais uma ideia do RH que vai morrer na gaveta.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O que aprender com as grandes empresas

 
As lições ensinadas por seis programas de grandes empresas que capacitam negócios emergentes em áreas como recursos humanos, gestão e controle de qualidade.

É cada vez mais comum que grandes empresas destinem uma parte de seus lucros para manter programas de capacitação de seus pequenos e médios clientes e fornecedores. O objetivo delas é tornar mais competitivas e eficientes as cadeias produtivas nas quais elas representam um elo fundamental.

"Competitividade não é mais algo que uma empresa conquista sozinha", diz Paulo Vicente Alves, professor de estratégia da Fundação Dom Cabral. "Todos dependem de todos para a engrenagem funcionar."

Ter fornecedores que vendem produtos ou serviços de qualidade, que não têm problemas de fluxo de caixa e que não atrasam nas entregas virou coisa muito séria. Na outra ponta, os clientes — principalmente os que formam os canais de vendas — precisam trabalhar com eficiência máxima.
Pão de Açúcar, Suvinil, Cisco, Yamana, Carrier e Tigre são exemplos de companhias que ajudam negócios emergentes em aspectos fundamentais de gestão. 

Não muito tempo atrás, clientes e fornecedores eram, por natureza, inimigos que ficavam brigando na mesa de negociação. A beligerância — que ainda existe — vem cedendo espaço para iniciativas de paz e amor. Os programas que aparecem nesta reportagem são bons exemplos da nova tendência.
O Pão de Açúcar ensina pequenos produtores de alimentos orgânicos a controlar a qualidade antes mesmo que eles se tornem fornecedores. A Cisco ajuda suas revendas a contratar e treinar pessoas num setor em que os bons profssionais são disputados no tapa, o de TI.

Veja a seguir as histórias de seis pequenas e médias empresas que se beneficiaram de programas como esses para melhorar a qualidade, traçar processos eficientes, fazer o plano de sucessão, contratar e treinar pessoas, girar mais os estoques e vender pelo melhor preço. Aprenda com elas.

E m 2002, quando assumiu a empresa da família, o paulista Roberto Hideki Umeda, de 41 anos, decidiu mudar a estratégia do negócio. Na época, seu pai resolveu se aposentar e passar para ele o comando da Direto da Serra, uma pequena produtora de verduras de Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo.

Umeda abandonou a plantação tradicional de verduras para se dedicar à produção de alimentos orgânicos, que precisam ser cultivados sem o uso de agrotóxicos e fertilizantes. "Era um mercado ainda incipiente no país e parecia bastante promissor", diz Umeda.

O objetivo primordial era melhorar as margens da empresa. "Nos supermercados, uma alface orgânica chega a custar o dobro de uma comum." Desde o início, a intenção de Umeda era vender para grandes redes de supermercados e ganhar escala.

Em 2003, ele procurou o Grupo Pão de Açúcar. A empresa convidou a Direto da Serra para participar de um programa chamado Qualidade Desde a Origem. Num primeiro momento, especialistas visitam os aspirantes a fornecedores para ensiná-los a atender os requisitos exigidos pela rede.

"Numa fase mais avançada, orientamos os produtores a padronizar a fabricação", diz Sandra Saboia, gerente comercial do Pão de Açúcar. "Para nós, a qualidade não está necessariamente numa mercadoria com mais recursos ou num serviço mais sofisticado", afirma Sandra. "É a garantia de que vamos receber sempre o mesmo produto em condições idênticas."

Para ser vendido ao supermercado, cada tipo de verdura precisa ter determinado tamanho, calibre, peso mínimo e grau de maturação. "Uma alface precisa ter uma abertura tal que, quando embalada, não pareça menor do que as demais, um problema frequente em hortas comuns", diz Umeda.

No caso da Direto da Serra, os técnicos do Pão de Açúcar ajudaram Umeda a padronizar processos, como a adubação da terra, a forma de colheita e a embalagem dos produtos — antes, cada funcionário fazia tudo de seu jeito. "Para chegar a essa condição, estabelecemos períodos fixos de colheita para cada variedade de vegetal".

Depois de entrar no programa, a Direto da Serra passou a vender para 40 lojas do Grupo Pão de Açúcar e conquistou outros clientes, como o supermercado paulista Santa Luzia e as lojas brasileiras da rede suíça de restaurantes Not Guilty, especializada em saladas.

Em 2013, a Direto da Serra prevê faturar 9 milhões de reais — o dobro de 2012. A qualidade é um fator de competitividade primordial. Na edição de 2010 do estudo anual que traz a lista das pequenas e médias empresas que mais crescem, da consultoria Deloitte em parceria com Exame PME, mais de 70% dos empreendedores apontaram a qualidade como pré-requisito para participar de cadeias produtivas de setores promissores.

"O desafio é manter a qualidade em grande escala sem extrapolar os custos", diz Márcio Iavelberg, da Blue Numbers, consultoria em finanças de pequenas e médias empresas.